Gosto de tudo que é. A perfeição me agrada, a imperfeição me seduz. Sou inclinada ao imperfeito, ao inacabado. Eu gosto disso. Aqui eu sou, acima de tudo. Aqui eu sou. "Todo mundo mente, a única variante é sobre o que" [HOUSE,MD.]
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Abstinência.
Eu queria estuprar a sua boca, já que você não quer me dar mais o seu beijo e eu não aguento mais compará-la a todas as outras bocas que eu encontro por ai. Abstinência.
domingo, 30 de janeiro de 2011
Copo d'água.
Hoje aquela janelinha subiu, me chamando, e quem chamava era você. Deus! Há meses você não fazia isso. E continua não fazendo. Você chamou aquela morena bonita que te adicionou uns meses atrás, com um papo meio torto, meio real, de gente real. E parecia tudo bem com você. Eu tremi. Eu me despedi em dez minutos. E doeu. Aliás, queria TANTO te dizer que vem doendo todas as vezes que eu lembro. Vem doendo todas as vezes que eu vejo algo seu. Vem doendo todas as vezes que eu passo por onde eu passei com você, só com você, e senti coisas só com você e só parei pra olhar porque estava com você. Esses dias passei na frente do teatro, e lembrei da exposição de fotos que vimos juntos... e que nenhum de nós dava a mínima, mas era bonito um casal de mistura étnica vendo aquilo, sozinhos.
Me dói ser tão dura e turrona e orgulhosa e consciente e todas essas coisas e não dizer O monte de coisas que eu queria: dizer que tenho saudades; dizer que dói não fazer parte de nada que é seu; dizer que dói saber que você não pensa em mim, nem um pouquinho; dizer que eu queria muito que tivesse dado certo; dizer que queria muito ser sua amiga; dizer que eu queria muito que você se importasse comigo; dizer que eu queria muito que você me quisesse feliz... Mas pra tudo isso eu precisaria existir pra você, e eu não existo.
É uma PUTA tempestade num copo d'água. Por mais que não pareça, eu sou uma mocinha! Faço Drama... E Sofro atoa. Eu ainda me importo com você. Queria muito que você soubesse. Mas você não vai.
Me dói ser tão dura e turrona e orgulhosa e consciente e todas essas coisas e não dizer O monte de coisas que eu queria: dizer que tenho saudades; dizer que dói não fazer parte de nada que é seu; dizer que dói saber que você não pensa em mim, nem um pouquinho; dizer que eu queria muito que tivesse dado certo; dizer que queria muito ser sua amiga; dizer que eu queria muito que você se importasse comigo; dizer que eu queria muito que você me quisesse feliz... Mas pra tudo isso eu precisaria existir pra você, e eu não existo.
É uma PUTA tempestade num copo d'água. Por mais que não pareça, eu sou uma mocinha! Faço Drama... E Sofro atoa. Eu ainda me importo com você. Queria muito que você soubesse. Mas você não vai.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Acordei.
Eu entrei no quarto, no meu, e você estava lá, sentado aos pés da cama, de costas pra mim, parado. Me aproximei, olhei nos seus olhos, sentei no seu colo, e lá no fundo eu me perguntava o porquê de ainda estar perto de você e te perguntei por que você me deixou. Você me disse alguma coisa sem sentido e, em seguida, a unica coisa que eu não precisava ouvir, não podia... Porque era o que eu mais queria ouvir: "Eu sinto a sua falta". E me deitou na cama, me beijou...
Acordei.
Seu Pai e seus irmãos estavam na sala quando eu cheguei.
- Entra, ele tá no quarto.
Mais uma vez eu me perguntava por que eu estava ali, te procurando, e pensava como eu te cobraria explicações se eu tinha ainda tanta saudade pra matar, antes de te mandar embora da minha vida... Eu não mandaria... Não tinha orgulho, não tinha nada que me fizesse não querer te abraçar, não querer te ter perto de mim.
Abri a porta, te vi...
Acordei.
E doeu tanto acordar. "Porque sonho que se sonha junto, é realidade. Mas sonho que se sonha só, é só um sonho." E doeu tanto te ter de volta sem ter, sem nunca ter tido. E doeu sonhar. E doeu sentir o seu gosto mais uma vez. E doeu ouvir sua voz mais uma vez. E doeu ainda mais não ser de verdade, e mesmo assim ser tão real.
Saudade. Do que, meu Deus? Do que?
TO BE CONTINUED...
Acordei.
Seu Pai e seus irmãos estavam na sala quando eu cheguei.
- Entra, ele tá no quarto.
Mais uma vez eu me perguntava por que eu estava ali, te procurando, e pensava como eu te cobraria explicações se eu tinha ainda tanta saudade pra matar, antes de te mandar embora da minha vida... Eu não mandaria... Não tinha orgulho, não tinha nada que me fizesse não querer te abraçar, não querer te ter perto de mim.
Abri a porta, te vi...
Acordei.
E doeu tanto acordar. "Porque sonho que se sonha junto, é realidade. Mas sonho que se sonha só, é só um sonho." E doeu tanto te ter de volta sem ter, sem nunca ter tido. E doeu sonhar. E doeu sentir o seu gosto mais uma vez. E doeu ouvir sua voz mais uma vez. E doeu ainda mais não ser de verdade, e mesmo assim ser tão real.
Saudade. Do que, meu Deus? Do que?
TO BE CONTINUED...
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Me beija.
- Eu estava te olhando, ai, deitada, olhando pra mim, piscando os olhos nessa velocidade que só você pisca, me desejando. Esse seu modo de contrair a boca e umedecer os lábios, às vezes sexy, às vezes desajeitado me deixa louco por você.
Quando eu me aproximo assim, rápido, de sopetão na sua direção na cama e afago os seus cabelos e você nem se mexe, nem pisca, nem se assusta... Me deixa pensando se eu não sou mais nenhuma novidade, não sou mais a surpresa que você gosta ou se tudo isso é confiança, é só certeza.
Lembra quando você me disse que queria parar de querer todos esse caras que queriam tanto o mundo todo e eu ri, dizendo que eu era um deles, mas que você podia ficar um pouco mais se quisesse? Eu menti. Eu queria muito que você chegasse e não fosse mais embora, e não ficasse mais um pouco... Ficasse a vida inteira.
Você está tão calada hoje, Olhos Brilhantes, estranho.Me beija? Não precisa dar esse sorrizinho de canto que você tanto gosta, eu sei que você vai me negar até que eu roube.. Você está ficando previsível, Boneca. Eu amo te conhecer assim, até as sacanagens que você pensa. Risada gostosa.
Tá, vou apagar a luz.
Ai, merda de escrivaninha! Não ri!
Vai mais pra lá, isso. Me beija.
Quando eu me aproximo assim, rápido, de sopetão na sua direção na cama e afago os seus cabelos e você nem se mexe, nem pisca, nem se assusta... Me deixa pensando se eu não sou mais nenhuma novidade, não sou mais a surpresa que você gosta ou se tudo isso é confiança, é só certeza.
Lembra quando você me disse que queria parar de querer todos esse caras que queriam tanto o mundo todo e eu ri, dizendo que eu era um deles, mas que você podia ficar um pouco mais se quisesse? Eu menti. Eu queria muito que você chegasse e não fosse mais embora, e não ficasse mais um pouco... Ficasse a vida inteira.
Você está tão calada hoje, Olhos Brilhantes, estranho.Me beija? Não precisa dar esse sorrizinho de canto que você tanto gosta, eu sei que você vai me negar até que eu roube.. Você está ficando previsível, Boneca. Eu amo te conhecer assim, até as sacanagens que você pensa. Risada gostosa.
Tá, vou apagar a luz.
Ai, merda de escrivaninha! Não ri!
Vai mais pra lá, isso. Me beija.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Every year when this days rolls around... II
Bom, contando que o ano passado eu disse tudo que deveria ser dito e não cumpri com nada, não vou fazer considerações sobre 2010, exceto : Ano de merda.
Hoje é dia de deixar o seu traseiro no passado, como diz o Pumba, e eu estou deixando, gradativamente.
Para 2011 " APRENDE. APRENDE. APRENDE QUE DÓI MENOS!"
Feliz Ano Novo pros improváveis leitores e, para mim, que eu exagere menos nas coisas, que já contribui pra minha felicidade!
Hoje é dia de deixar o seu traseiro no passado, como diz o Pumba, e eu estou deixando, gradativamente.
Para 2011 " APRENDE. APRENDE. APRENDE QUE DÓI MENOS!"
Feliz Ano Novo pros improváveis leitores e, para mim, que eu exagere menos nas coisas, que já contribui pra minha felicidade!
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Take my breathe away!
Você já parou pra pensar em quanta coisa a gente tem feito que não gostaria de fazer? Tem dito que não, mas gostaria de ouvir? Tem fingido que se importa, mas não se importa? Tem fingido que não importa, bem, e você sabe o que acontece... Sabe aqueles dias em que tudo que você queria era encostar a cabeça no ombro de quem você mais confia e... chorar? Sabe aquele dia que você só quer olhar pra aquela pessoa que tem te enervado e gritar até ficar sem voz? Até sair de você tudo o que você precisa tirar pra sentir a vida voltar pra dentro de si... Sem a raiva? Sabe quando tudo o que você consegue sentir é raiva? Raiva de si, raiva do outro, raiva do mundo, raiva de tudo que era suposto pra acontecer e não acontece(u)... Raiva só porque você não consegue sentir mais nada? Só porque dói, só porque não importa, fundamentalmente, só porque você é frágil ou forte demais, só porque você é, é, acima de tudo, e porque a sua verdade dói em você. Só porque você é... de verdade, e sente, de verdade, e respeita, e ama, e tenta, e quer, e sonha e... tudo de verdade. Porque dói ser de verdade. Dá raiva ser de verdade por que dói? Ou dói ser de verdade porque dá raiva? Condição sine qua non...
domingo, 5 de dezembro de 2010
Ripenserai agli angeli...
Bom, eu estive pensando durante essas ultimas duas semanas em chutar a cabeça de alguém contra a parede até sangrar pra que, quem sabe, ela sentisse um pouco do que eu estou sentindo. Mais que isso, eu estive me massacrando pensando no porquê de eu ainda respeitá-la e ter carinho por ela, de me importar com que ela faz e se está feliz fazendo. É difícil, não é? É difícil perceber que você tem tanto respeito pelo sentimento de uma outra pessoa, e mais que isso, que esse respeito não é mútuo.
Acho que todo mundo já teve essa raiva de sentir, porque a outra pessoa não pode, não merece, não quer (negue aqui o verbo que quiser) esse sentimento. Mas eu parei pra pensar, durante esse meu tempo de revolta, no porquê. Por que eu tenho que deixar de ter carinho? de respeitar? de respeitar o sentimento do outro? Será que me faria sentir menos? Doeria menos? Será? E cheguei a conclusão de que assim como eu não posso cobrar amor, eu não posso cobrar respeito pelo que eu sinto. E assim como eu não preciso deixar de amar, porque não sou correspondida, eu não preciso deixar de sentir esse respeito, porque não fui respeitada. Droga! É fácil entender isso, mas é tão difícil aceitar, é tão difícil deixar de sentir essa raiva de mim mesma... Você já tentou?
Eu estou tentando, mas eu ainda quero que doa no outro... Sentimento mesquinho... Mas eu não sei quanto dele é verdade e quanto dele só está pedindo desesperadamente pra tudo seja um mal entendido e que tudo volte a ser como estava suposto que seria. As vezes dói menos se iludir, faz você acreditar mais no mundo e nas pessoas.
Acho que todo mundo já teve essa raiva de sentir, porque a outra pessoa não pode, não merece, não quer (negue aqui o verbo que quiser) esse sentimento. Mas eu parei pra pensar, durante esse meu tempo de revolta, no porquê. Por que eu tenho que deixar de ter carinho? de respeitar? de respeitar o sentimento do outro? Será que me faria sentir menos? Doeria menos? Será? E cheguei a conclusão de que assim como eu não posso cobrar amor, eu não posso cobrar respeito pelo que eu sinto. E assim como eu não preciso deixar de amar, porque não sou correspondida, eu não preciso deixar de sentir esse respeito, porque não fui respeitada. Droga! É fácil entender isso, mas é tão difícil aceitar, é tão difícil deixar de sentir essa raiva de mim mesma... Você já tentou?
Eu estou tentando, mas eu ainda quero que doa no outro... Sentimento mesquinho... Mas eu não sei quanto dele é verdade e quanto dele só está pedindo desesperadamente pra tudo seja um mal entendido e que tudo volte a ser como estava suposto que seria. As vezes dói menos se iludir, faz você acreditar mais no mundo e nas pessoas.
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